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Post Scriptum

O que ficou por escrever.

Post Scriptum

O que ficou por escrever.

18
Mai17

Na 2ª parte, depois do intervalo

 

Pelo meio das minhas coisas preferidas,

Há uma parte onde apareces.

Cheio de rabiscos e sublinhados.

Na sexta-feira a tua sombra apanhou-me a perseguir-te.

Ela não te diz nada, como poderia?

Não lhe deixei recado, como poderia?

Esqueci-me da minha assinatura.

Se deixasse seria para te reparar um pouco,

Mesmo que aches que não estás partido.

Mesmo que não te veja os olhos.

 

A onda explode e enrola-me na areia.

Forte como a ira de um homem.

Suave como a tua mão a pousar na mesa.

Não me peças para evitar a felicidade.

 

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09
Mai17

A noite é escura

Poderei alguma vez convencer-te desta deambulação?

Do medo que treme à tua passagem.

Da solidão que não tem que ser assim.

Das coisas que talvez não te lembras.

De tudo o que fazes sem intenção.

E às vezes,

(Raramente. Quando a noite é mais escura)

Pergunto-me se te inventei.

Depois apareces,

E não sei se fui eu que te trouxe aqui.

Bem sei que não disseste o meu nome.

Mas para quem adora é difícil distinguir os nadas.

Mas responde-me,

Antes de ires.

Estou muito longe do teu sonho de ontem?

 

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06
Mai17

Biografia

 

Conta-me tudo o que não conseguiste.

Não te esqueças daquilo em que acreditas.

Não ocultes a ocasião em que tudo correu mal,

Como se de repente houvesse fúria nos elementos.

E o que não mereceste ganhar.

A culpa que te segue durante o dia,

Que se deita ao teu lado pela noite.

Não compreendes essas vozes,

Que atraíem e assustam.

Já não verificas a fechadura.

Ninguém entra, ninguém sai.

Estás por dentro desses esquemas que acalmam o corpo,

Como se não fosses parte dele.

E o cansaço de nada te fazer bem.

(Uma súbita falta de ar)

Achas que não és digno de estrelas cadentes.

Como as que se espalham no cinema depois da meia-noite,

Antes do sol nascer.

Achas que não precisas do que queres.

Há um caminho que não foi teu.

Há uma história que te queima as noites.

 

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Carolina Paiva

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