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Post Scriptum

O que ficou por escrever.

Post Scriptum

O que ficou por escrever.

21
Abr17

Enumeração

 

O que levo de ti é sobretudo vida.

O beijo inventado,

A intenção do olhar,

O cuidado nas palavras,

O desfile aos tropeções dos teus brilhos,

O espaço que ocupas à minha frente,

Coisas que só a mim (sei lá porquê) me dizem respeito.

O movimento prolongado da mão.

As evidências à vista,

O teu nome bem lá no fundo,

Nada que não saibas.

Tudo o que fiz de ti.

No calor do momento.

Depois de desapareceres.

Quando nada me dizes.

E continua tão fácil dar-te o coração.

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11
Abr17

Do quotidiano

 

No sítio onde te vi não estive contigo.

(Encontraste-me por lá?)

Não sei como é ter a tua companhia.

E não é possível querer mais.

Vives a velocidades que me ultrapassam.

Desejo não chegar atrasada.

Mas sei que é tarde.

Foste já arrebatado.

Seguram o teu coração cuidadosamente.

O mesmo que sonhei como meu.

E tudo é sempre pouco para te dedicar.

Porque abriste um mundo infindável.

Como o caminho que se estende por detrás dos teus olhos.

(Sim, eu sei)

Estarei por aqui de qualquer forma.

A encontrar-te e perder-te nos dias.

A calcular a distância.

A ver-te como uma chegada.

 

 

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03
Abr17

Televisões

 

Vamos derreter televisões,

Uma daquelas que viste ontem numa montra.

Sei que não precisas.

Fazêmo-lo por uma boa causa.

Há muito que não te aproximas de uma.

Seremos como os heróis a que assistimos e partilhamos.

Não sei o que vês mas é mesmo o meu programa preferido.

E se alguém te acompanha no sofá vamos esquecer a culpa.

Não pertences aí caído.

Não conheces ainda outro canal.

Não sabes o que fazer dela.

Deixas girar e esperas acertar.

Mas o vazio nunca tarda.

Mesmo quando a cabeça dela se encosta.

Pensas que o podes evitar uma noite ou outra.

Talvez tenha que ser assim.

Mas o remoinho na garganta não te deixa engolir.

Não conheces ainda outro canal.

Aquele de que não mudas nos intervalos.

Com música de fundo,

Eventuais interferências a preto e branco,

Diálogos explícitos.

...

 

Adormeces no sofá.

Há sempre o sono que te salva.

 

 

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Carolina Paiva

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